O mercado imobiliário do Rio de Janeiro encerrou 2025 com um movimento claro de reprecificação e migração para produtos de maior valor agregado. Segundo dados da Inteligência de Mercado da Carvalho Hosken, o VGL (Valor Geral Lançado) na cidade atingiu R$ 17,4 bilhões, alta de 25% em relação a 2024. Deste total lançado, R$ 8,6 bilhões foram comercializados (VGV de lançamentos), representando um crescimento de 7%. Foram 20.492 unidades lançadas, das quais 12.287 (60%) foram comercializadas.
O principal vetor dessa transformação foi a Zona Sudoeste, que respondeu por 59% do valor total lançado na cidade, somando R$ 10,4 bilhões. A região concentrou 43% das unidades lançadas, consolidando-se como epicentro do capital imobiliário carioca, com predominância de empreendimentos de médio e alto padrão. Dentro desse movimento, a Barra da Tijuca assumiu protagonismo absoluto. A região (Barra e entorno) lançou R$ 9,7 bilhões em 2025, crescimento de 75% frente ao ano anterior, representando 56% do VGL total do município.
O bairro da Barra da Tijuca, sozinho, concentrou 71% do valor lançado na região e 47% das unidades. O ticket médio atingiu R$ 2,4 milhões, com preço médio de R$ 18.500 por metro quadrado (m²), reforçando sua vocação para o alto luxo. No segmento MAP (médio e alto padrão), predominam unidades de dois e três quartos, especialmente nas faixas entre 70 m² e 109 m², além de uma presença relevante de tipologias acima de 130 m² voltadas ao altíssimo padrão.
Enquanto isso, o segmento econômico-médio perdeu participação na cidade, embora ainda lidere em volume de unidades. O foco tem sido apartamentos compactos, principalmente estúdios e unidades entre 30 m² e 39 m², estratégia adotada para adequar o ticket ao orçamento da classe média e atender à demanda de locação por temporada.
Projetos de alto padrão são destaques nos bairros planejados
No campo das vendas, a Barra e região registraram VGV bruto de R$ 8,7 bilhões no ano, avanço de 3%, segundo a pesquisa. Nesse contexto, o portfólio da Carvalho Hosken é um dos destaques, graças aos empreendimentos de alto padrão e à estrutura dos bairros planejados. O Península, por exemplo, tem uma área de 780 mil m², com apenas 10% de ocupação, reunindo projetos arquitetônicos modernos e exclusivos, amplos apartamentos e coberturas que privilegiam conforto e sofisticação.