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Primeiros moradores do Ilha Pura falam dos benefícios e das desvantagens de desbravar residencial

Primeiros moradores do Ilha Pura falam dos benefícios e das desvantagens de desbravar residencial

RIO - Quando o casal Reginaldo de Carvalho Souza e Luzamir Ramos de Souza se mudou para o apartamento novo, há cinco meses, não imaginava ter de aplicar técnicas de sobrevivência aprendidas durante os acampamentos que costumavam fazer. A ansiedade e a necessidade eram grandes demais para esperar. Assim que pegaram as chaves de seu apartamento no condomínio Viure — um dos sete dentro do Ilha Pura, empreendimento onde as delegações ficaram hospedadas durante a Rio-2016 —, rumaram para o novo endereço. Foram os primeiros a ocupar um dos 3.604 apartamentos dos 31 prédios do complexo.

A mudança tinha sido postergada devido ao atraso na entrega dos imóveis e já tinha causado transtornos. Segundo a construtora Carvalho Hosken, a demora ocorreu em função da necessidade de reformar os apartamentos para receber os moradores após a Olimpíada, ou, como diz seu diretor de marketing, Ricardo Trindade Correa, sair do “modo olímpico” para o “modo legado”. A expectativa começou em 2014, quando Souza viu num anúncio a possibilidade de viver no condomínio que primeiro abrigaria a Vila dos Atletas. No ano passado, o casal precisou vender a casa onde morava, na Ilha do Governador, para quitar o novo apartamento. O jeito, então, foi alugar outro. Em frente ao Ilha Pura, para acompanhar a obra de perto.

Ao chegarem, enfrentaram alguns contratempos. O primeiro, logo na portaria.

— Estávamos com pressa, porque tínhamos que entregar o apartamento onde vivíamos de aluguel. Mas o pessoal não sabia que chegaríamos naquele dia. Ligaram para um, para outro, até falarem com a administração — conta Souza, militar da reserva. — Nós nos mudamos e não tínhamos luz. Foi assim uns três dias. Fiz uma ligação com a do corredor para minha mulher conseguir preparar pelo menos o café. Quando a construtora soube, veio nos socorrer. Tínhamos esquecido de ligar para a Light!

O pioneirismo no condomínio também tem suas vantagens.

— Temos um casal de filhos e três netos. Nunca recebemos tanta visita. Eles gostam de vir aqui porque tem muita área livre — conta Luzamir.

O marido completa:

— Penso que vamos sentir falta desta época, com este paraíso só para nós. Quando tivermos duas mil crianças brincando no parque, vai ser diferente.

Ainda sobra espaço no Ilha Pura. No momento, estão à venda apartamentos de dois, três e quatro quartos, com 77m² a 325m², nos condomínios Saint Michel, Viure e Millenio. Os preços vão de R$ 540 mil a R$ 2,5 milhões. O bairro planejado — construído pela Carvalho Hosken, dona do terreno, e pela Odebrecht — ocupa uma área de 820 mil m², dos quais 72 mil m² são o Parque Frans Krajcberg. O local é aberto ao público, recebendo inclusive eventos, e conta com lagos, ciclovias, quadras poliesportivas e área de lazer, entre outros atrativos.

Ricardo Trindade Correa aposta na recuperação do mercado imobiliário para ocupar as unidades dos três condomínios postos à venda. Até agora, das 1.500 unidades disponíveis, foram vendidas 350, e 70 famílias já vivem em seus apartamentos.

— Hoje, temos pessoas que ainda não moram, mas já frequentam o Ilha Pura e usufruem as áreas comuns. Estamos otimistas com a mudança do mercado e ficamos numa região rica e bem servida, com estação do BRT se ligando ao metrô — frisa Correa. — No futuro, vamos abrir o acesso pela Avenida Salvador Allende (atualmente, a entrada é pela Avenida Olof Palme). Também estamos esperando adensar para colocar em funcionamento a estação de tratamento de águas cinzas, em que a água utilizada no chuveiro e no lavabo é revertida para os sanitários.

Estrutura acessível e sustentável
Hoje, a dona de casa Uceás de Moura Pinto Portela diz ter o apartamento dos seus sonhos. Por pouco, após decidir deixar um prédio pequeno no Recreio, onde morou por 15 anos com o marido e os dois filhos, ela não se mudou para uma casa num terreno comprado em 2015. Conhecer o Ilha Pura foi ideia do marido, praticamente um morador da Vila dos Atletas após sua empresa ganhar a licitação para cuidar de aquecedores e ar-condicionados do complexo durante a Rio-2016.

O empreendimento recebeu 15 mil integrantes de delegações durante a Olimpíada e seis mil durante a Paralimpíada, quando todo o Ilha Pura foi adaptado para acomodar os atletas, portadores de diferentes deficiências. Por isso, hoje, todos os acessos do residencial têm rampas, incluindo os do parque, e corredores e portas são largos o suficiente para permitir o trânsito de cadeirantes.

— Eu me apaixonei pelo lugar. Vim num dia e assinei o contrato no outro — conta Uceás, que comprou o imóvel em outubro de 2016.

A moradora estima que só dez apartamentos do Saint Michel estejam ocupados:

— Vi o vizinho do lado chegando. Eu me apresentei e depois voltei com bolo e café. Já moramos em quatro estados e reconhecemos que vizinho é o parente mais próximo, quem vai nos socorrer.

A remarcação da data de entrega do apartamento atrapalhou os planos. De julho de 2017 passou para janeiro do ano seguinte, e as chaves acabaram nas mãos da família em 19 de agosto. Quando os quatro se mudaram, a instalação dos móveis sob medida e do restante da decoração tumultuou o primeiro mês. Mas o encanto era maior.

— No início, eu levava meus amigos para conhecer o condomínio e nem sabia direito onde ficava o quê. Andávamos muito, nos perdíamos — diz Ucéas, achando graça. — Uma vez, a administração viu pela câmera que andávamos sem sair do lugar e mandou um carrinho nos buscar.

Só de ciclovia e pista de caminhada o Ilha Pura tem 1,3 quilômetro. Nas áreas comuns ainda estão quadras poliesportivas, campo de futebol soçaite, espaço kids, pista de skate e sete lagos, totalizando 8.500 m² de espelho d’água. O projeto do parque é assinado pelo Escritório Burle Marx.

Garantir opções de diversão e um apartamento maior, num bairro planejado, era a principal exigência dos fisioterapeutas Renata Cavalcante Leste Faria e Wagner Mendes Faria quando decidiram procurar um novo lar. A sugestão de ver um imóvel no Ilha Pura foi dada por um corretor.

— Cheguei para conhecer e passei o dia aqui. Fui eu quem convenceu minha mulher a vir. Gostávamos desse estilo de bairro com cara de cidade. E ficamos impressionados com a questão da ecologia, da sustentabilidade nos detalhes, como as janelas com vidros que amenizam o calor — lembra Faria.

O Ilha Pura foi o primeiro residencial da América Latina a receber o certificado internacional LEED ND e o primeiro no Rio a ter o Aqua Bairros. Ambos reconhecem medidas eficazes de sustentabilidade. No quesito abastecimento, há o reaproveitamento de águas cinzas e águas pluviais e dispositivos para economia, como o de irrigação eficiente. O consumo de energia é reduzido com iluminação LED, placas solares para aquecimento de água e elevadores que armazenam a energia gerada durante a frenagem. Todos os prédios têm telhados verdes e coleta seletiva. No parque estão disponíveis um ecoponto, para descarte de recicláveis, e tomadas para carros e bicicletas elétricos.

Renata registrou em fotos e vídeos todas as etapas da chegada ao Ilha Pura. Foi para lá disposta a dar mais conforto às duas filhas. Hoje, é difícil apontar os espaços mais usados pela família, entre cinema, piscina, spa, academia, parque e espaço office.

A estratégia da Carvalho Hosken é ir lançando os condomínios pouco a pouco. Quando os três que estão sendo comercializados no momento tiverem a maior parte das unidades vendida, disponibilizará outros.

Fonte: https://goo.gl/LdnY8e

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